sexta-feira, 29 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Lindo Momento
Eu quero fugir, simplesmente fugir. Nem precisa ser para muito longe, pois a minha vida está aqui e não quero deixar ela inteiramente, apenas quero fugir para poder esquecer algumas coisas e realmente viver o momento, viver o momento de um modo que eu nunca o esqueça. Que mesmo que as coisas não terminem bem eu terei essa memória em minha mente, e lembrarei que pelo menos naquele momento fui feliz, feliz e espontânea, sem me preocupar se alguém ia me julgar, ou se eu mesma julgaria alguém. Com minha cabeça focada em apenas uma coisa: aquele momento e suas extensões. Mas extensões boas, o que tiver de desagradável que vá para... Longe e ñ estrague o lindo momento.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Você
Não vou mentir e dizer que não sinto saudades, eu sinto. Sinto saudades do teu abraço, do teu sorriso, da sua gargalhada. Sinto saudades de quando eu falava que estava triste e você tentava me animar. De quando não tínhamos o que fazer e íamos fazer coisas inúteis juntos, mas íamos juntos, o que torna tudo diferente. Porque você me conhecia, sabia que quando eu suspirava ou estava realmente pensando em algo que de alguma forma era importante ou simplesmente tinha esquecido de voltar para esse mundo, e me perguntava, com um meio sorriso no rosto, "viajando?" e quando eu respondia que não você me ouvia com atenção.
Porque com você eu era sincera em todos os casos.
domingo, 19 de setembro de 2010
Erros
Eu me virei sem hesitar, e assim que completei os 180° percebi que devia ter hesitado. Olhar nos olhos é bom quando eles lhe dizem a verdade e não quando mentem para ti. Quando olhei dentro deles já não era mais eu quem estava ali, eu estava em outro lugar, muito mais calmo e sereno, minha boca que falava por mim.
-Eu não quero mais acreditar - era como se tudo o que eu estava pensando fosse dito em voz alta, mas eu ñ queria aquilo, ficaria vulnerável se isso acontecesse.
- Acredite- ele me pegou em seus braços. Dei um suspiro. Ele sorriu quando percebeu que eu havia desistido. - Você sempre disse para escutar o seu coração, escute ele.
-Sim, eu dizia isso, mas também dizia que devia escutar apenas quando ele fosse esperto e sincero, o que não é o caso. -afastei-o de mim, o toque me deixava mais vulnerável.
-Como seu próprio coração poderia não ser sincero?
-Sendo burro
Ele não demonstrou nada de mais, apenas passou um rastro de surpresa, tristeza e derrota pelo seu rosto, que ele mudou rapidamente, voltando a ser aquele meio galã com seu sorriso cativante.
-Pare disso, ele não é burro, você que está sendo burra pensando demais.
Não acreditei quando ouvi aquilo, ele estava me chamando de burra? argh. Virei-me bruscamente, ignorando tudo o que ele dizia. Ele correu para o meu lado, foi para minha frente e parou ali, me olhando de uma forma que eu ficava com raiva e constrangida ao mesmo tempo.
Tenho a leve impressão que ele não sabia mais o que fazer nem o que dizer, pois seus atos foram um pouco inesperados.
Ele me puxou pra perto, segurando meu rosto com as duas mãos, me beijou nos lábios de uma forma que nunca havia feito antes, e naquele momento eu acreditei que ele realmente tinha medo de me perder. E também percebi que ele tinha que aprender a demonstrar aquilo de outra forma. O empurrei com força para fora do meu caminho e fui andando. Ele não foi atrás de mim.
sábado, 14 de agosto de 2010
Caixinha de Surpresas
Como se tudo fosse apenas um mal entendido, fosse apenas um engano, ele tentava me explicar.
-Eu não queria. Juro para você que não queria, mas... - dizia ele um pouco nervoso. Eu nem conseguia falar- Mas... Mas eu...
-Você o que? Mas o que? - finalmente consegui dizer- Você pensou que eu não descobriria? Ou que não fazia mal?
Ele ficou em silencio olhando para baixo, fitei-o, sabia que ele sentia meus olhos pairar sobre ele.
-Eu não sei, apenas não queria que terminasse, muito menos assim- disse ele com uma voz melancólica, até chegou a levantar os olhos, mas tornou a abaixá-los quando percebeu que eu ainda o fitava.
Eu sabia que podia acabar, sempre acaba, mas não esperava isso.
Poderia até esperar que ele me traísse ficando com outra mulher ou até tentasse me separar do meu melhor amigo, por ciúmes meu com ele.
Mas isso tudo era ridículo.
Não que eu tenha preconceito, nada disso.
Mas poxa, isso não estava certo e eu tinha vontade de gritar e espernear que nem uma criança quando não consegue o seu sorvete tão esperado.
O meu namorado tinha me traído sim, e sim, também estava com ciúmes, mas não, ele não havia me traído com outra mulher, como e de costume, não mais uma vez, ele não estava com ciúmes de mim, como era de se esperar.
Como dizem: "a vida é uma caixinha de surpresas"
O meu maravilhoso namorado, pitada de sarcasmo, tinha me traído -nada mais nada menos- com o meu melhor amigo, e o seu lindo ciúmes, mais um pouco de sarcasmo, era dele, porque sendo meu melhor - pelo menos era a uns 15 minutos aproximadamente- eu passava muito tempo com ele.
Aquilo era tão estranho que chegava a ser engraçado.
Como dizem novamente: "a vida é uma caixinha de surpresas", nesse caso uma caixinha cor-de-rosa.