quinta-feira, 30 de setembro de 2010
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Você
Não vou mentir e dizer que não sinto saudades, eu sinto. Sinto saudades do teu abraço, do teu sorriso, da sua gargalhada. Sinto saudades de quando eu falava que estava triste e você tentava me animar. De quando não tínhamos o que fazer e íamos fazer coisas inúteis juntos, mas íamos juntos, o que torna tudo diferente. Porque você me conhecia, sabia que quando eu suspirava ou estava realmente pensando em algo que de alguma forma era importante ou simplesmente tinha esquecido de voltar para esse mundo, e me perguntava, com um meio sorriso no rosto, "viajando?" e quando eu respondia que não você me ouvia com atenção.
Porque com você eu era sincera em todos os casos.
domingo, 19 de setembro de 2010
Erros
Eu me virei sem hesitar, e assim que completei os 180° percebi que devia ter hesitado. Olhar nos olhos é bom quando eles lhe dizem a verdade e não quando mentem para ti. Quando olhei dentro deles já não era mais eu quem estava ali, eu estava em outro lugar, muito mais calmo e sereno, minha boca que falava por mim.
-Eu não quero mais acreditar - era como se tudo o que eu estava pensando fosse dito em voz alta, mas eu ñ queria aquilo, ficaria vulnerável se isso acontecesse.
- Acredite- ele me pegou em seus braços. Dei um suspiro. Ele sorriu quando percebeu que eu havia desistido. - Você sempre disse para escutar o seu coração, escute ele.
-Sim, eu dizia isso, mas também dizia que devia escutar apenas quando ele fosse esperto e sincero, o que não é o caso. -afastei-o de mim, o toque me deixava mais vulnerável.
-Como seu próprio coração poderia não ser sincero?
-Sendo burro
Ele não demonstrou nada de mais, apenas passou um rastro de surpresa, tristeza e derrota pelo seu rosto, que ele mudou rapidamente, voltando a ser aquele meio galã com seu sorriso cativante.
-Pare disso, ele não é burro, você que está sendo burra pensando demais.
Não acreditei quando ouvi aquilo, ele estava me chamando de burra? argh. Virei-me bruscamente, ignorando tudo o que ele dizia. Ele correu para o meu lado, foi para minha frente e parou ali, me olhando de uma forma que eu ficava com raiva e constrangida ao mesmo tempo.
Tenho a leve impressão que ele não sabia mais o que fazer nem o que dizer, pois seus atos foram um pouco inesperados.
Ele me puxou pra perto, segurando meu rosto com as duas mãos, me beijou nos lábios de uma forma que nunca havia feito antes, e naquele momento eu acreditei que ele realmente tinha medo de me perder. E também percebi que ele tinha que aprender a demonstrar aquilo de outra forma. O empurrei com força para fora do meu caminho e fui andando. Ele não foi atrás de mim.