quinta-feira, 30 de setembro de 2010

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Espaço para colocar o titulo

Eu como cenoura
Meu pai abacate
Eu corto com tesoura
Meu pai com alicate

Meu irmão é um pirata
Ele come batata
E todos os meninos me acham uma gata

Eu gosto de mágica
a mágica do dedo
no fim todos os espectadores ficaram com medo

Medo não
Eles ficaram bolados
Estou chegando ao fim
e esse é o meu recado



OBS.: esse poema foi escrito pela Maria Paula Freire (@_mariiapaula)
OBS².: a mágica do dedo para quem quiser ver http://www.youtube.com/watch?v=J7BEPEzdT1k

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A prova

Um dia fiquei na dúvida
entre as questões D e A
justo na prova de física
que me matei de estudar

O que deu errado?
não sei, fico a pensar
que professor chato,
resolveu me reprovar

Agora mamãe descontente
com papai rosnando os dentes
vem me perguntar
Por que não marcou a letra A?

Tanto foi o alvoroço
que lá em casa já não mais se podia entrar
os gritos ocuparam toda a casa
e eu fiquei a chorar.



OBS.: esse poema foi escrito pela Amanda Lopes Galvão(@amandalgalvao)

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Você

Não vou mentir e dizer que não sinto saudades, eu sinto. Sinto saudades do teu abraço, do teu sorriso, da sua gargalhada. Sinto saudades de quando eu falava que estava triste e você tentava me animar. De quando não tínhamos o que fazer e íamos fazer coisas inúteis juntos, mas íamos juntos, o que torna tudo diferente. Porque você me conhecia, sabia que quando eu suspirava ou estava realmente pensando em algo que de alguma forma era importante ou simplesmente tinha esquecido de voltar para esse mundo, e me perguntava, com um meio sorriso no rosto, "viajando?" e quando eu respondia que não você me ouvia com atenção.

Porque com você eu era sincera em todos os casos.

domingo, 19 de setembro de 2010

Erros

Eu me virei sem hesitar, e assim que completei os 180° percebi que devia ter hesitado. Olhar nos olhos é bom quando eles lhe dizem a verdade e não quando mentem para ti. Quando olhei dentro deles já não era mais eu quem estava ali, eu estava em outro lugar, muito mais calmo e sereno, minha boca que falava por mim.

-Eu não quero mais acreditar - era como se tudo o que eu estava pensando fosse dito em voz alta, mas eu ñ queria aquilo, ficaria vulnerável se isso acontecesse.

- Acredite- ele me pegou em seus braços. Dei um suspiro. Ele sorriu quando percebeu que eu havia desistido. - Você sempre disse para escutar o seu coração, escute ele.

-Sim, eu dizia isso, mas também dizia que devia escutar apenas quando ele fosse esperto e sincero, o que não é o caso. -afastei-o de mim, o toque me deixava mais vulnerável.

-Como seu próprio coração poderia não ser sincero?

-Sendo burro

Ele não demonstrou nada de mais, apenas passou um rastro de surpresa, tristeza e derrota pelo seu rosto, que ele mudou rapidamente, voltando a ser aquele meio galã com seu sorriso cativante.

-Pare disso, ele não é burro, você que está sendo burra pensando demais.

Não acreditei quando ouvi aquilo, ele estava me chamando de burra? argh. Virei-me bruscamente, ignorando tudo o que ele dizia. Ele correu para o meu lado, foi para minha frente e parou ali, me olhando de uma forma que eu ficava com raiva e constrangida ao mesmo tempo.

Tenho a leve impressão que ele não sabia mais o que fazer nem o que dizer, pois seus atos foram um pouco inesperados.

Ele me puxou pra perto, segurando meu rosto com as duas mãos, me beijou nos lábios de uma forma que nunca havia feito antes, e naquele momento eu acreditei que ele realmente tinha medo de me perder. E também percebi que ele tinha que aprender a demonstrar aquilo de outra forma. O empurrei com força para fora do meu caminho e fui andando. Ele não foi atrás de mim.